Para sempre

É de certa forma angustiante não ter o poder sobre as coisas que você ama. Mesmo quando você não quer amá-las você não tem escolha, simplesmente acontece, mas não é simples. Quanto mais vezes me perco; menos me acho, quando deveria ser ao contrário, a palavra tem me consumido na maioria do tempo, isso não é tristeza, é cansaço. Não pode ser tristeza algo que lhe ajude, mas como pode ser felicidade algo que lhe impeça de ser quem você é? Gostava do tempo em que o simples, bastava. Não digo que o esforço não era necessário, pois era. Milhares de vezes mais que hoje, e não era em vão. Mesmo que acabasse rápido, você levava algo com você, no coração e na mente. Mas hoje me parece que as palavras e os gestos são jogados ao vento, sem arrependimento, sem sentimento, sem dor. Talvez seja mais fácil fingir ou fugir, do que enfrentar. Mas ainda acredito que a simplicidade das coisas verdadeiras exista, ou talvez, eu sentindo-as baste; para sempre e sempre assim.

Por agora...

Na maioria das vezes me confundo quando tento descobrir o caminho certo, quanto mais eu tento, mais o mundo dá voltas por mim, e não eu por ele. Curioso como o errado sempre me parece certo, e enquanto esse errado continuar insistindo em mim, eu não desistirei dele. Minha certeza por agora, é que não tem mais volta, quando se está feito não se pode desfazer, ou até mesmo voltar atrás, e o tempo não vai parar até que você descubra a razão disso tudo. Talvez fosse mais fácil se mais alguém pudesse ver, o que somente eu consigo ver, ou quem sabe isso só tornaria as coisas mais difíceis, estou tentando decidir qual opção seria a melhor, ou a menos pior. Mas desistir; não é uma opção.

E agora?

 Eu sempre tive um milhão de defeitos, e pouquíssimas qualidades, ele sempre foi a pessoa que não se importou com isso. E bem eu não me importava com ele, até ele mencionar a palavra amor. - Amor; para o que serve? absolutamente nada. E eu não preciso dele, não preciso de nada. - disse-lhe. Fato é, que eu precisava, do amor, mesmo não acreditando nele, eu precisava, todos os dias. A ansiedade, o suor frio, a vontade, o desejo, o medo. Foi por isso que eu fugi, não porque eu queria, mas sim porque precisava. Enquanto escrevia isso, percebi que perdi o trem, não sei ao certo onde estou, não sei o que eu quero, não sei o que fiz a mim mesma, ou o que você fez em mim. Parada olhando para os próprios pés - o que eu fiz? - algo está faltando, não sei o que fazer - e agora? - o medo tomou conta de mim. Tudo o que eu disse que nunca iria precisar, tudo que eu julgava errado, tudo que eu não queria, mas descobri, que precisava: você. Então foi mais forte que eu, e isso era algo que eu realmente não esperava, o que eu sentia era mais forte que eu mesma, era forte o bastante para me fazer voltar, e eu voltei, por você.
- Não me deixe, ok? - ele disse.
- Ok.