Relicário de sonhos perdidos

Quão cruel é a lua luminosa? procurando por sonhos em ruas desertas, diante de saída nenhuma em lugar nenhum, coberto por ouro platinado. Diante das luzes da cidade onde só se ouve suspiros desconhecidos na plenitude de uma juventude perdida. Lutar para quê? Não vamos a lugar nenhum. Eles lutaram e venceram, mas para nós, o relicário está fechado e não há nada a se fazer. Quão cruel é a lua luminosa?

Sem nome

E ela ela gritou e ninguém pareceu a ouvir; você ja se sentiu assim? Não tendo para onde ir nem para onde voltar, mas nada a prendia, pois não havia ninguém. Talvez a razão seja que não tem para onde ir quando não sequer chegar a lugar algum, e esse era o seu início, é a mesma sensação de quando se quer algo, e esse algo não tem nome. Para ela o que ela queria não era liberdade, nem algum lugar específico, não tinha nome. As portas estavam abertas e o universo parecia conspirar a sua vontade, quem sabe no final realmente há algo bom, talvez esse seja o porque de correr atrás das coisas, para chegar em algo, mas e quando não se tem algo? Bom, então você continua indo em frente não estando em busca de nada. É verdade, esse também é um caminho, o caminho dos bons.