Dezembro

 Adeus. - ela disse, para as lembranças, pelo menos naquele momento, era preciso se despedir. Lá fora chovia; lá dentro também. As promessas não seriam cumpridas, certo? Mesmo sendo promessas. Ela disse adeus. Como se nada estivesse errado, e estava. - Ah então é assim que eu deveria me sentir. - E é assim que deveria ser, ela achava. Certeza nenhuma ela tinha, coisas vão e voltam, ou não voltam, ou permanecem; no coração. E ela não conseguia decidir no que acreditar. Afinal acreditar para quê? Abrir os olhos para quê? Lá fora continua chovendo, ver ou não ver agora não fazia diferença, voltar talvez também não fizesse diferença. Se era só um sonho, não queria ter acordado. - Mas como essa história termina? - não termina. Da mesma forma que as lembranças sempre vão voltar, hora ou outra, nunca terminam. Não isso não é uma coisa ruim. Já passou. Bons tempos, velhos tempos. Pois depois de um furacão, vem um arco-íris. - E assim seja.

Um comentário:

  1. Lindo post! *-*

    bjs,

    http://todamocinha.blogspot.com/

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