Ela

Ela não sentia, ela não brigava, ela não opinava, ela não discutia.
Ela estava sempre impecável, intocada, perfeita.
Ela era tudo, e ao mesmo tempo era nada.
Ela não fazia esforços, ela esperava que acontecesse por acaso.
Ela era um dilema, uma dádiva, uma relíquia.
Ela nunca estava triste, sempre sorria, mesmo quando não queria.
Ela não sabia quão frágil era, ela parecia porcelana.
Ela podia ter a todos, mas não tinha ninguém.
Então ela se escondia, por que; ela não existia.

Um comentário:

  1. Anônimo6.8.10

    um muro de sonhos e pesadelos ao mesmo tempo

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